Apenas um Pensamento Part 1 2 min read

Um círculo, torcido

∞

O símbolo do infinito não é uma forma que continua para sempre.

É simplesmente um círculo — torcido no centro.


Imagine um arame, dobrado em um círculo perfeito.

Agora torça-o — suavemente, pelo meio.

O círculo não desaparece.

Ele se transforma.

O começo e o fim ainda estão conectados. O todo ainda permanece inteiro.

Nada foi acrescentado. Nada foi perdido.

Apenas a perspectiva mudou.


Essa pequena observação levanta uma questão maior.

Talvez o infinito não seja algo separado da completude.

Talvez o infinito seja o que acontece quando a completude experimenta transformação.


Talvez o círculo represente a unidade.

E a torção represente a experiência.

E talvez a própria vida seja um círculo que foi torcido o suficiente para que possamos atravessá-la — para sentir o tempo passar, ver as coisas mudarem, amar e perder e crescer e descobrir e nos perguntar o que tudo isso significa.

E talvez cada torção, com tempo suficiente, encontre seu caminho de volta para se tornar um círculo novamente.


Esta é a parte que fica comigo.

A torção não quebra o círculo.

Ela muda sua perspectiva.


Há algo nisso que vale a pena contemplar.

Uma mudança de perspectiva não muda necessariamente o que algo é.

Ela muda como nós o vemos.

A forma é a mesma. O material é o mesmo. O começo e o fim ainda estão unidos.

O que mudou foi o ângulo.


Portanto, a questão não é: o que significa o infinito?

A questão é: o que significa a torção?


Encontre algo circular — um anel, uma moeda, a borda de um copo, o mostrador de um relógio.

Segure-o plano e olhe para ele como um círculo.

Agora incline-o — apenas levemente — até que comece a parecer outra coisa.

Observe o que muda. Observe o que não muda.

É tudo isso, ali mesmo.

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